O tema agora é o aborto.

Pessoal, já que o tema é esse, aí vão dois pontos de vista distintos. O primeiro ficou a cargo da nossa aluna Maysa. O segundo é o vídeo exibido na aula de biologia essa semana pelo professor Guilherme. Gostaríamos que deixassem a opinião de vocês nos comentários, é só clicar em “leia mais“, abaixo, e mandar bala!

Boa leitura.

Até onde vai o direito à vida?

Por Maysa da Rocha

Brasil, um país de grande diversidade cultural e democrático, e é essa democracia que nos oferece oportunidades de discutir assuntos polêmicos. O que tem gerado muita discussão e diferentes opiniões, é o aborto. Assunto delicado, uma vez que envolve religião, política e ética.

Aborto ou interrupção da gravidez é a remoção prematura de um embrião ou feto do útero, durante qualquer momento da gestação que vai desde a fecundação até o momento prévio ao nascimento.

Pode causar vários efeitos físicos e psicológicos na mulher, como: esterilidade, sentimento de culpa, hemorragias, infecções, baixa auto-estima, insônia, perda de apetite, útero perfurado, dores, pesadelos e traumas. Mesmo assim, sabemos que no campo da medicina muitos profissionais acabam fazendo a vontade de suas pacientes, clandestinamente.

Na maioria dos casos, os motivos de se abortar são: que a mulher não está preparada para a mudança que virá na sua vida, a família não quer, a mãe não tem como sustentar uma criança nesse momento, é muito nova e não quer que saibam que ela teve relações e está grávida, ela ou o seu feto tem problemas de saúde , a criança vai nascer com deficiências ou a mulher foi vítima de estupro.

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos , nos artigos 3º e 5º  “ todo indivíduo tem direito à vida” e “ninguém jamais poderá  ser submetido à atos de tortura e crueldade”, o aborto com certeza vai contra tais artigos.

O especialista Guillermo Cartasso, presidente da Fundação Latina , relatou: “o direito à vida, que inclui o direito a nascer, é o primeiro direito humano, o direito humano que é fundamento de todos outros direitos. A palavra ‘aborto’ está tão desgastada que oculta a realidade do que ocorre: o homicídio de uma criança antes de nascer, indefesa, inocente e sem voz”

Em minha opinião, o aborto é contra a mulher, contra o direito de viver, contra a família, contra Deus e contra a dignidade humana. Quando se faz um aborto está tirando a vida de um inocente, que não pediu para ser gerado. Fora os riscos que causa na mulher ao provocá-lo. Mesmo em caso de estupro, em que o bebê é gerado por uma violência, não é com  outra violência que se vai resolver.

Existem tantos métodos contraceptivos para evitar uma gravidez indesejada. O governo deve investir mais na educação sexual e os pais não terem receios de conversar com os filhos sobre o assunto, evitar antes para que a mulher que não quer um filho em determinado momento não ter o aborto como uma opção.

Enfim, como já disse sou permanentemente contra o aborto, pois é crime sim, e um crime ainda mais desumano já que a criança não tem direito de pedir por sua vida, ela nem pediu pra ser gerada e está ali. Já dizia Madre Teresa de Calcutá, “É uma pobreza de espírito decidir que uma criança deve morrer para que você possa viver como deseja”.

Porque o aborto deve ser permitido no Brasil.

Relembrando, deixem a opinião de vocês, cliquem em “Leia mais“, abaixo.

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5 Comentários para “O tema agora é o aborto.”

  1. everton disse:

    Olha, eu até dou razão pra moça do texto, mas não dá pra ser totalmente contra. claro que o ideal é evitar que aconteça, mas uma vez que aconteceu e realmente vai causar problemas (quer dizer, imagina o caso de um estupro), faz. procura um método seguro (não sei se existe). E mesmo assim, axo que isso só vale se for muito no começo da gestação, tipo primeiras semanas, se passar disso é crime mesmo.
    Enfim, só axo que não dá pra levar só de um lado, que é um crime contra a criança e tals, porque tem suas exceções.

  2. Aline disse:

    Eu concordo com a Maysa, também acredito que o aborto seja equivalente a qualquer outro tipo de homicídio doloso e, ainda por cima, trata-se de uma pessoa que não tem condição nenhuma de defesa. Adorei o texto, parabéns!

  3. Edevan Motta disse:

    O problema do Brasil e das opiniões que se formam,inclusive da Maysa,a maioria é baseada no pensamento medieval e na religião,como ela mesmo cita no texto “contra Deus”…dessa forma fica difícil fazer um debate,visando um debate racional.
    O verdadeiro entrave para a “descriminalização” leia-se que não é a “legalização” ou seja,só não vai ser crime,é de que nossos parlamentares não são capacitados para tal discussão,primeiro que existe uma famosa bancada religiosa no Congresso,o que vai contra a constituição do nosso país que garante um Estado laico(só na teoria),segundo que com essa bancada religiosa só levam em conta o que a religião acha,de quando ocorre o inicio da vida.Afinal é na concepção do esperma com o ovulo,ou no 3° mês de gestação quando inicia as atividades neurológicas?Para a ciência,uma pessoa morre quando já não tem mais atividade encefálica,logo,ele tem vida quando se inicia essa atividade,por tanto,a exemplo de outros países,o aborto até 120 dias de gestação não seria considerado crime,pois ainda não existe vida,para ser um homicídio como muitos o classificam.
    Na minha opinião,discordo totalmente da Maysa,quando se diz que o aborto vai (contra a mulher??),acredito que jamais vai para esse caminho,a mulher deve ter o direito de fazer as escolhas sobre o seu corpo,afinal o feto é dela,logo é decisão dela fazer dele o que lhe é conveniente,inclusive o feto não é independente a ponto de sobreviver fora dele.Nosso código criminal é de 1940,entretanto veja o que José Bonifacio ainda no primeiro reinado,diz:Por que motivo as mulheres devem obedecer as leis feitas sem sua participação e consentimento?,o mesmo cabe atualmente,visto que nossos governantes são de maioria masculina,o que não da espaço para a mulher defender seus direitos,sem ter dependência direta do ainda homem “machista e moralista”,tão comum no alto escalão.
    Falando especificamente das igrejas,vale lembrar que nenhum daqueles batinados,pastores etc,sofreu a dor do parto,teve de criar uma criança etc para defender a ferro e fogo a não descriminalização do aborto.
    Sem contar que a sociedade brasileira num falso intelectualismo vai sempre com o que a maioria(no Brasil a maioria é católica) acha,e não usa a massa pensante de suas cabeças,para fazer algumas conexões e se tocarem que:digamos que as crianças venham ao mundo,depois das religiões e os falsos moralistas fazerem o auê para lhes garantir a vida..entretanto depois que o individuo nasce,essa mesma sociedade vira a cara,fica de costas para a realidade de tantas crianças nas ruas,mendigando,e pedindo esmolas.Agora lhes pergunto,não seria outro outro tipo de homicídio?Ainda mais cruel,pois vai matando aos poucos?
    Quando se fala nas consequências para as mulheres,é questionável,veja só:atualmente as mulheres(mais abastadas),procuram clinicas que mantem um controle de infecção,materiais esterilizados para fazer o aborto,apesar de ser clandestino,já as mais pobres procuram clinicas precárias,medicamentos,chás,e de uma forma ou outra vão parar no serviço publico de saúde para atendimento.As estatísticas dessas que vão parar no hospital no brasil é de 1 mulher para cada 7,fora as mulheres que conseguem pagar por um tratamento adequado e não sofrem complicações.Aborto é problema de saúde pública,todos nós sabemos e não há mais como adiar…as mulheres morrem,não só ficam com problemas psicológicos quando não acompanhadas por um especialista,sem contar com o auto flagelismo devido as suas eventuais crenças religiosas,elas sofrem,e muitas vezes fazem o aborto que considero crime(depois do 3° mes de gestação),o qual tem muito mais chances de haverem complicações(esterilidade,curetagem.

  4. bruno disse:

    concordo muito com esse texto….
    a mulher não deve usar o aborto como uma solução….
    jamais…. pois a criança não tem culpa nenhuma…
    e como no texto mesmo diz… ela nem pediu para ser gerada e esta ali…

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